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Mindfulness e o mundo corporativo: uma nova experiência

Mindfulness e o mundo corporativo: uma nova experiência

A mudança nas relações entre empregadores e empregados possibilitou a implementação de novas práticas antes descartadas.

Há quem diga que o mundo está ficando mais chato, porque tudo hoje é guiado pelo “politicamente correto”, assim como há os que defendem a evolução das relações humanas e acreditam que quanto mais corretas, melhores. Opiniões de lado, é interessante conseguir ver tais mudanças e perceber o que deu certo e o que merece ser esquecido pelo tempo.

Se trouxermos a discussão para o ambiente corporativo, conseguimos juntar bastante material para incrementar a discussão. É possível falar desse novo modelo corporativo que se fortaleceu com as startups de tecnologia, sobre o aumento das tentativas de implementar programas de saúde e bem-estar para colaboradores, sobre como os pilares de retenção de talentos vão muito além do aumento do salário e por aí vai!

São inúmeras as mudanças que aconteceram nas relações profissionais entre empregador e empregado – e muitas outras que ainda estão para acontecer – que só de listar tudo já daria um extenso conteúdo.

Assim sendo, resolvemos focar nossa atenção em um deles: a implementação de técnicas de desenvolvimento da saúde mental dos colaboradores e, ainda mais especificamente, na crescente abertura para o mindfulness nos ambientes corporativos.

São diversos os cases, nos últimos anos, de empresas que desenvolveram e implementaram projetos de saúde e bem-estar mental, de mudança na cultura organizacional e outros objetivos, e que contavam com técnicas de meditação – além de outras – como solução.

Mas, afinal, o que é Mindfulness?

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Há quem diga que é uma meditação. Há quem diga que é um “estado de espírito”. Tem aqueles, ainda, que afirmam ser uma técnica da psicologia, assim como a Programação Neurolinguística (PNL).

Antes de qualquer definição, é interessante pontuar que não é uma prática religiosa, e nem conectada a uma religião específica. O Mindfulness, é um conjunto de exercícios mentais práticos os quais a principal promessa é atingir o foco, a atenção plena.

Jon Kabat-Zinn, o criador do termo e pioneiro no estudo da técnica, diz que desenvolveu o método para pessoas com dores crônicas, que foi apresentado no seu primeiro curso, intitulado Mindfulness Based Stress Reduction (Redução do Stress Baseado no Mindfulness), objetivando melhorar a qualidade de vida de pacientes sob stress por conta de doenças.

Afirma, também, que é

um método que pode ser aplicado a qualquer pessoa que sofra de stress, independentemente da sua cultura, religião, ou sistema de crenças.

Resumindo, mindfulness significa mudar os padrões de comportamento e respostas que estamos acostumados e começar a viver uma vida mais centrada no presente e na real sensação que nos acomete, de modo aberto, gentil e com aceitação, uma série de exercícios o ajudam nisso.

Meditação, mindfulness e a saúde

Comparação entre o cérebro de um praticante e um não praticante de meditação.Fonte: http://www.budavirtual.com.br/

Comparação entre o cérebro de um praticante antigo e um novato.Fonte: http://www.budavirtual.com.br/

É interessante perceber que a prática meditativa vem sendo mais bem aceita – não só no ambiente corporativo, mas em todo o ocidente, em todas as esferas da vida – com o passar dos anos.

Além de, empiricamente, mostrar seu valor, um fator que tem ajudado nessa incorporação da prática ao dia a dia das pessoas é o vasto número de pesquisas que tem surgido, principalmente na área médica, sobre os benefícios da meditação.

Quando trazemos o assunto para a saúde, os estudos apontam diversas evidências de que a prática ajuda na diminuição do stress, de transtornos de ansiedade, depressão, síndrome do pânico, insônia e até mesmo dor – aliás, o próprio criador do termo Minfulness afirma que a técnica foi criada para tratar stress devido a doenças e dores crônicas.

Em um estudo realizado em Harvard, Sara Lazar, pesquisadora da universidade, afirma que a prática meditativa consegue alterar fisicamente a estrutura cerebral, o que justifica a melhora desses transtornos citados anteriormente.

É bem documentado que nosso córtex encolhe à medida que envelhecemos – é mais difícil de entender as coisas e lembrar coisas. Mas nesta região do córtex pré-frontal, meditadores com 50 anos de idade apresentaram a mesma quantidade de matéria cinzenta de jovens de 25 anos.

Outros estudos relacionam a meditação à melhora do sistema defensivo do corpo. Uma pesquisa realizada na Universidade da Califórnia mostrou que praticantes possuem uma ação intensificada da enzima telomerase, ligada ao sistema imunológico e responsável por promover a longevidade nas células.

Existem outros diversos estudos sobre a prática meditativa e a diminuição da mortalidade por câncer, diminuição da incidência de problemas cardiovasculares, AVCs e muitas outras enfermidades.

Se você tem interesse em começar a meditar, pode gostar desse vídeo:

E se você se interessou pelo assunto, fique ligado. Nas próximas semanas traremos mais informações sobre a temática! 🙂

Não esqueça de deixar nos comentários a sua opinião, experiência ou sugestão. Nos ajude a incrementar a discussão!

 

[author] [author_image timthumb=’off’]http://www.huc.com.br/imagens/rafael.jpg[/author_image] [author_info]Rafael Oliveira, 31 anos, é formado em Design pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e MBA em Gestão Empresarial pela FGV. Já trabalhou como diretor de arte e designer freelancer, mas encontrou sua paixão profissional no marketing & comunicação. Atualmente é consultor de marketing digital da Hunter Consulting Group e gosta de falar sobre os mais diversos assuntos ligados ao mundo corporativo: desenvolvimento humano, liderança, marketing, empreendedorismo, gestão, mercado e política.[/author_info] [/author]

2 comments

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